Os olhos que não veem e o coração impenitente


“Apalpamos as paredes como cegos, e como os que não têm olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas trevas, e nos lugares escuros como mortos”. Isaías 59.10



A confissão do profeta Isaías e o clamor veemente pelo seu país, de um homem no qual viu a ruína espiritual de Israel, nos faz pensar a tamanha exposição dos pecados de uma nação recaindo sobre os ombros do mensageiro. O profeta se vê numa situação semelhante a de hoje. Uma tremenda “folga” e negação da Graça Salvadora, torna o povo num estado de mornidão mórbida.


Não há censura dos pecados, não há discernimento, foge-se a ética, afoga-se a justiça e folga na impureza de atos, numa verdadeira “contaminação de sangue” em toda a extensão de relacionamentos, a mentira se tornara um automático na boca, concebem-se toda sorte de maldade no coração para produzir violência em todos os aspectos possíveis. A velocidade na conclusão dessa maldade é proporcional à iniquidade dos seus pensamentos. Se tornou portanto insuportável o povo de Israel…Ao ponto do profeta declarar a total CEGUEIRA ESPIRITUAL do povo de Deus.


Aqui há sim fraturas expostas do relacionamento do povo para com Deus…O caminho doloroso do reconhecimento da doença espiritual do pecado.


O profeta se coloca no mesmo estado de pecaminosidade quando diz “Porque as nossas transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós; porque as nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniqüidades…” Na maioria dos casos de confissão de pecados, especialmente no Antigo Testamento, o intercessor se coloca no mesmo estado, equiparando-se com o povo…Isso sim é confissão!


Geralmente quando lemos esses versículos na Bíblia que fala sobre cegueira espiritual, rapidamente associamos com aqueles que não conhecem a Deus…(quero refletir dentro da nossa cultura evangélica). Mas o povo do qual o profeta está falando não são os assírios, nem os moabitas ou qualquer nação pagã ao redor de Israel…Ele está falando do seu próprio povo!
Essa deficiência no discernir, perceber, ver, fez com que o próprio Cristo entendesse isso como a produção de trevas em toda a existência da vida, por isso Ele fala “ Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” Mt 6.23


Há um curso de vida se deflagrando em obscuridade pela via tomada pela cegueira…E cegueira só poderá gerar mais cegos em todo esse percurso, ” Deixai-os; são condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova”. Mt 15.14


Há também uma outra forma de cegueira, essa porém a mais perigosa. Essa estava dentro dos muros de Jerusalém como também existe dentro das “comunidades” cristãs. Se entre o povo de Israel havia “ o pregar opressão e rebeldia, o conceber e proferir do coração palavras de falsidade…” O que não dizer na falta de amor, misericórdia ao próximo, ou melhor ao irmão!

Nessa verdade absoluta exorta o apóstolo do amor afirmando “ Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos” ( I Jo 2.11).

O desamor é cegueira sem direção, é mergulhar em escuridão…

VEJA, ou melhor pense bem nisso!

Com amor,

Mário Celso S. Almeida

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