Escravo do Rei e Amigo do Profeta: Salvo Por Confiar


As palavras de Jeremias eram indigestas para o povo rebelde de Jerusalém. A maioria das suas profecias eram sentenças e oráculos acerca do seu povo e nações a fora. Jeremias estava na prisão. Mas o peso da declaração verdadeira de Deus estava solto!


A profecia era “Assim diz o SENHOR: O que ficar nesta cidade morrerá à espada, de fome e de pestilência; mas o que sair aos caldeus viverá; porque a sua alma lhe será por despojo, e viverá. Assim diz o SENHOR: Esta cidade infalivelmente será entregue na mão do exército do rei de babilônia, e ele a tomará” (Jer. 38.2,3)

Isso desagradou bastante os inimigos de Jeremias que logo proferiram insidiosa declaração “Morra este homem”, em outras palavras “por que ninguém mata a Jeremias?”. Eles afirmavam que Jeremias afrouxava as mãos dos homens de guerra, e ainda diziam ” porque este homem não busca a paz para este povo, porém o mal”.

Resultado, o então rei Zedequias para agradar o povo, lança com o sua autorização a Jeremias em uma cisterna(Jerusalém tinha muitas cisternas que eram usadas para conservar a água da chuva para os períodos de seca na cidade),na qual a lama contida dentro seria o piso macio do profeta, atolando-se nela.

Uma angústia para um profeta.Em cena aparece a figura de um etíope chamado Ebede-Meleque, um eunuco a serviço do rei. Seu nome significa “escravo do rei”. Ele era um escravo particular do rei, e tinha o dever de cuidar do pátio e do hárem, segundo o costume oriental da época.

Ebede-Meleque então ouve tudo e acompanha de perto o que acontecera com o profeta Jeremias. Perante o rei ele intercede em favor de Jeremias. Como tinha uma certa autoridade, conseguiu mais trinta homens, alguns trapos, roupas usadas da casa do rei. E fê-los dessas simples armas, armas de amizade, amor e empatia pelo profeta. Uma corda foi feita e tiraram a Jeremias do poço escuro e fétido de Jerusalém.

Aonde quero chegar com toda essa narrativa? É que ironicamente um profeta foi salvo por um escravo estrangeiro, estranho às alianças israelitas, livrando o profeta de morrer das mãos dos próprios compatriotas, uma vez que eles eram reputados como povo escolhido de Deus.

Deus sempre usará de estranhos para dar prosseguimento aos seus própositos pré-estabelecidos em favor do seu povo.

Portanto, assim como Ebede-Meleque, o escravo do rei, salvou o profeta, Deus então lhe faz uma promessa. Pela boca do próprio profeta Jeremias, Deus declara dizendo “Vai, e fala a Ebede-Meleque, o etíope, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, Deus de Israel: Eis que eu trarei as minhas palavras sobre esta cidade para mal e não para bem; e cumprir-se-ão diante de ti naquele dia. A ti, porém, eu livrarei naquele dia, diz o SENHOR, e não serás entregue na mão dos homens, a quem temes. Porque certamente te livrarei, e não cairás à espada; mas a tua alma terás por despojo, porquanto confiaste em mim, diz o SENHOR” (Jer. 39.16-18).

Deus considerou toda aquela ação de Ebede-Meleque, como uma ação-confiança em Deus. Assim, a confiança em Deus desse servo de rei, foi externada numa ação de sentimento de zelo, manutenção para Jeremias, o atalaia das nações…

Jeremias fora salvo por um simples escravo, e este salvo pelo SENHOR…Porque confiou em Deus!

Parece simples, mas a confiança sempre será uma atitude resignada, ativa no Deus que trabalha em favor dos seus…

Com confiança,

Mário Celso


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