Os Salmos Que Não Lemos (Série). Parte II Salmo 38

Hoje iremos meditar no Salmo 38. Esse é mais um dos salmos daItálicovídico de petição em meio a uma enfermidade severa e dolorosa. Davi se sente disciplinado por Deus, quando afirma ” Não me repreendas, SENHOR, na tua ira, nem me castigues no teu furor”(vs.1), mesmo assim pede o alívio na repreensão justa do Senhor em sua vida.
Fico pensando na aplicação da disciplina de Deus na nossas vidas. Ou você acha que Deus não nos corrige, apesar de sermos participantes da Sua Graça divina? Sim, Ele nos corrige. A sua disciplina e repreensão visa o bem para a nossa alma, apesar de não ser nada bom, o momento de Deus para nos apanhar e sermos apanhados por Ele. Leia portanto a advertência do escritor aos Hebreus sobre esse assunto. (Hebreus 12.5-11)
No verso 2 o salmo declara que as “flechas” ou “setas” de Deus foram cravadas em sua alma afim de sorver dEle toda a justa sentença. E ainda a “mão de Deus me atingiu”. Essas são expressões metafóricas dos vívidos golpes de Deus na vida do salmista. Assunto correlacionados a este, estão em todo o pensamento judaico. Veja Jó 6.4; 34.6; Lm 3.12; Ez 5.16; Sl 32.3-5. As flechas vindas de Deus são para o redirecionamento de nossas atitudes, quando estas contradiz o desígnio divino.
Não há parte sã na minha carne, por causa da tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado”(vs. 3). Essa é a parte mais horrível da realidade de Davi. O pecado lhe trouxera desatinos e perturbações em todos os níveis do seu viver. É o sentir da nossa miséria ante o Deus Santo e Justo. É a convicção de que em nós não habita bem algum, a não ser a podridão dos nossos atos justificativos e de nossa camuflada “bondade”. Já dissera o apóstolo Paulo ” Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo” (Rm 7.18)
Nesse salmo também encontramos os efeitos devastadores de uma somatização de atos iníquos que lhe rendera toda as vicissitudes no seu andar. Quando lemos os versos 5 ao 8 notamos o trágico curso do pecado afetando-o psico-fisiologicamente a sua estrutura. A famosa doença psicossomática entrou na cena de um Davi quebrantado e de coração suspirante.
“Armam ciladas contra mim os que tramam tirar-me a vida; os que me procuram fazer o mal dizem coisas perniciosas e imaginam engano todo o dia” (vs.8)

Além da pressão interna metabolizando o seu corpo fraco para uma cadeia de enfermidades, havia também uma extorsão psicológica de aspecto externo. Imagine você se sentir com todo esse vulcão que queima ossos, peles, olhos, mentes e ainda contar com a hostilidade dos inimigos que deseja te arrebatar. Era essa a situação de Davi.
Diante de todos os apertos, Davi espera “Pois em ti, SENHOR, espero; tu me atenderás, Senhor, Deus meu”(vs.15), confessa “Confesso a minha iniqüidade; suporto tristeza por causa do meu pecado” (vs.18), e finalmente pede por livramento “Não me desampares, SENHOR; Deus meu, não te ausentes de mim. Apressa-te em socorrer-me, Senhor, salvação minha.(vs 21,22)

Bem, esse foi mais um dos salmos que sempre passamos ao largo de nossas leituras…Porém dessas indesejáveis leituras retiramos pepitas preciosíssimas para a nossa vida espiritual.
Aguardem, mais salmos vem por ai…
Com Amor,
Mário Celso

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