Um Desagradável Casamento E O Paradoxo Divino


O olhar meticuloso, pudico e de santimônia do livro de Oséias, faz-se um dos livros da Bíblia mais incompreendido no meio cristão. Esse negócio de ser profeta de Deus e ter a incumbência amorosa de “dor de cotovelo” com fins de simbologia profética, não é nada agradável para alguns “profetas” da atualidade.

Deus não trabalha numa linha moralista de pensamento humano…A sua desvinculação divina para com regras morais humanas e do politicamente correto se faz em nível superior de pensamento que não caberá na mente liberalista e nem tampouco na legalista.
Deus como ADONAI, Soberano pela Sua magnitude Graça e Vontade se achega a um homem e a princípio o declara a sua paradoxal e simbólica mensagem Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR. Os mais afinados pela estética religiosa, folheia rapidamente essa página da Bíblia, na vã arrogante santidade declarando-se mais santo que Oséias.
A proclamação da mensagem divina incorpora-se na vida de Oséias numa afetividade psico-orgânica de natureza real e carnal…Oséias toma uma prostituta, aninha-se aos seus sentimentos fugidios, que ora estava em seus braços, ora em outros, sentindo assim na “pele” o SENTIMENTO DIVINO DE CIÚME, ZELO, DOR,TRAIÇÃO pelo qual o povo adúltero de Israel o propusera viver.
Desse desagradável casamento surgem três filhos, cada um com uma designação nominal da perspectiva divina para com a casa de Israel. O primeiro filho JEZREEL, Deus espalha, na aplicabilidade do juízo divino sobre a casa do então rei Jeroboão II da dinastia de Jeú. A segunda filha nasce e eis o nome LO-RUAMA, não amada, a significação dura para aquela nação era que não mais tornarei a favorecer a casa de Israel, para lhe perdoar, em outras palavras o amor não será mais a base do perdão para com os adúlteros de Israel. Porém aqui entra o PARADOXO divino no remanescente corações que não se prostituíram ante os detestáveis ídolos…O Porém de Deus fala Porém da casa de Judá me compadecerei e os salvarei pelo SENHOR, seu Deus, pois não os salvarei pelo arco, nem pela espada, nem pela guerra, nem pelos cavalos, nem pelos cavaleiros. Que linda aparente contradição divina…Um Deus que fere e sara, tem a justiça necessária para aplicação do Seu Juízo, mas também na transmissão e doação de Sua graça e do Seu amor!
O terceiro filho, LO-AMI(não meu povo) soa forte aos ouvidos dos judeus…Além do desfavorecimento divino eles contaria a ser uma nação que não seria nação, posto que do Senhor eles ouviriam a agrura sentença porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus. Ops! Surge em meio a tudo isso uma promessa que vai além do imediatismo judeu, mas que tem aplicação inclusive para a vida da Igreja…Todavia, o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que se não pode medir, nem contar; e acontecerá que, no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo. Paulo usou essa passagem na afirmação da soberana escolha de Deus aos gentios (Rm 9.26). Pedro também em sua carta já fazia a sua lição Vétero-Testamentária (I Ped.2.10)

Enfim, essa é a paradoxal graça divina.
Com amor, sem a busca paranóica do entender os desígnios de Deus mas apenas o conhecendo pela fé,
Mário Celso

Uma resposta para “Um Desagradável Casamento E O Paradoxo Divino

  • Pri de Luz

    Ei, Mário! Eu amo o livro de Oséias e amei a explicação que deu aí, sobre o agir de Deus através da vida desse SANTO homem de Deus!ps.: Obrigada pelo comentário que deixou esses dias em meu blog😉

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