Ouve Ó Violência, O Justo Pela Sua Fé Viverá!


Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Profeta Habacuque

O clamor vívido e angustiante de um profeta que vê o caos da terra. A opressão de sentir e perceber o inimigo feroz, no caso os Caldeus, devastando a terra do profeta. A perversão da justiça, a atrocidade em elementos grotescos irradiava-se numa lei frouxa.

A violência portanto era o ponto crucial da questão. Hoje a violência se vale em todos os âmbitos possíveis. Violência sexual, psicológica, e assim todas as matizes decorrente desse processo destrutivo da sociedade.

Quando vejo cenas de horrores na TV, da violência aberta e propulsora de arrancadas de audiência, vejo as manifestações de hediondez da mídia apelativa e vítimas como protagonistas dessa terrível cena urbana.

Parece que a sociedade aplaude a violência impertinente. A cada momento que vislumbro isso, lembro-me do clamor desse profeta…”Até Quando?”

Mesmo sabendo que o próprio Deus suscitou tal nação para disciplinar Israel, mesmo assim o profeta se vê no ofício de clamar, e porque não de questionar…“Por que me mostras a iniqüidade e me fazes ver a opressão?…Por que fazes os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe?”. Ao questionar tamanha crueldade dos caldeus na sua terra, o profeta não se mostra indolente ou insensato a perguntar a Deus tal coisa…

O seu questionamento se dá numa espera vigilante da ação divina para as vidas ali. O seu questionamento não o faz alheio aos própositos divinos e nem tampouco se ressente de Deus, ele apenas se coloca numa espera como quem busca solução para tal coisa. “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa”.

A resposta vem. Deus declara que tal visão seja gravada em tábuas de tal forma que a visibilidade de tal verdade seja exposta aos olhos de todos. A visão é para o tempo determinado por Deus. Acontecerá. O soberbo (caldeus) que não se identificou com tal visão, inchará a sua alma de modo que a sua garganta falará coisas perversas, ridicularizando a justa sentença de Deus sobre eles.

Deus então sentencia AIS para aquela nação devastadora, cujo poder de sangue era base da sua malévola atividade. A resposta de Deus à queixa do profeta é de estímulo para a sua fidelidade aos princípios divinos. Há o conforto de Deus em meio a ferocidade de elementos violentos que arrebatam o justo. Por isso se diz ” Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele;mas o justo viverá pela sua fé.” Termo esse que ecou para Paulo no ensino da justificação em Cristo pela fé.

O justo viverá mesmo em tamanha perversidade e inversão da justiça…Viverá pela sua fé. O justo viverá conquanto que gananciosa boca se escancara como o sepulcro e como a morte, que não se farta…Viverá pela sua fé. Mesmo assistindo aquele que diz à madeira: Acorda! E à pedra muda: Desperta!…Viverá pela sua fé.

A fé vence a violência, a perversão da justiça, e a iniquidade deliberada. Vence. Até mesmo na sua morte. Ela vence, pois depois de morto ainda fala.

A fé desse justo que vive em Deus, contempla, não um derramar de atos maldosos, mas sim um derramar da glória de Deus…”Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar”.

A fé enaltece a magnitude de Deus, não importando tanta vileza ao seu redor…O justo sabe que “O SENHOR, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.”

Essa é a minha Esperança em Deus, Justo Juiz.

Com Amor,

Mário Celso, também no outro blog Pró-Clamar.


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