Angústias Do Corpo Mortal


Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.” Paulo aos coríntios

Reflita isso, será se resistiríamos no mundo de Paulo? Será se existiria tanta síndrome de grandeza no conturbado mundo do apóstolo? Como reagiriam ante as pressões e ataques perseguidores sobre as nossas vidas?

Essa era a Era do apóstolo. Uma era marcada pela dores de um ministério glorioso, pelas aflições de Cristo que imprimia-lhes na alma e no corpo dos seus o “sofrimento de Cristo”, um século caracterizado pela sentença de morte tão pungente nos discípulos do Mestre, onde pressões e tribulações eram tão certo como o dia de amanhã…O Amanhã?, talvez alguns nem sequer poderia vê-lo, em face da tão grande morte e notórias vicissitudes na caminhada.

Quem imaginaria isso da vida de um homem cheio do Espírito e de sinais que caracterizavam o seu ministério, afirmar ” que tais aflições foram sobremaneira agravantes ao ponto de até da vida se desesperar”( 2 Cor. 1.8), quem pode conceber isso hoje nesse mundo de crescente boom evangélico, da rápida e interessante prosperidade?

Por mais glorioso, sobreexcelente, permanente que seja o ministério do Espírito na vida do apóstolo, mais implicações ardúas e sérias compeliam a uma vida de fragilidade e dependência em Deus…Essa era e é a a via de duas mãos no paradoxo divino para nós aqui na terra…As virtudes, a intrepidez, a iluminação do conhecimento da glória de Deus nos corações e toda a luz do Evangelho se faz guarida em vasos de barros, no qual barro-metáfora está carregado de angústias e gemidos nesse mortal corpo.

Estamos habitando em um tabernáculo-carne, donde as exterioridades são corrompivéis, instáveis, carregadas por perplexidades, limitadas, vulneráveis ao abatimento e perseguições, entretanto tais ventanias da existência não aniquilará o homem interno fortalecido pela esperança do revestimento da imortalidade.

Ora, tais efeitos dessas aflições colocara no coração de Paulo, um gemer pela absorção da Vida plena com Deus…”E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial”, a palavra gemer no original grego nos traz a idéia de alguém ao tirar suspiros profundos do peito, suspirar profundamente, era esse o sentimento que brotara no coração do apóstolo.

Esse gemido era provido por uma angústia…O piercing desse espinho posta sobre a nossa carne, nos faz atentar nas coisas eternas, não sobrando nada ao desejo carnal, terreno e muitas vezes diabólico que rondam a nossa alma.

Esse é o benefícios da “angústia e sofrer” de Cristo Jesus… é por isso que também nos esforçamos, quer presentes(nesse corpo), quer ausentes, para lhe sermos agradáveis.

Com Amor,

Mário Celso


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