Graça Como Privilégio de Dar!

Os capítulos 8 e 9 da segunda carta de Paulo aos coríntios, pode ser descrita como a seção da generosidade e liberalidade cristã. Nela contêm princípios que norteiam a vida dos ofertantes como também dos não-ofertantes. Dos que já operam na graciosidade do ofertar serve como bálsamo e consolo, para aos do fora do ‘time’ da graça generosa, valerá como estímulo e direção.

Paulo começa dizendo que a base de toda motivação do ofertante está na ‘graça de Deus’. A graça é a fonte para abrir meu coração e ajudar aos necessitados. Por que? Devido o amor sacrificial dadivoso do Deus generoso que não mediu esforços para enviar o seu Amado Filho para receber dele toda graça da salvação. Partindo dessa graça, terei então a graça para de graça ofertar o meu melhor ao meu semelhante!

Em um contexto histórico vigente na época dessa escrita, alguns macedônios bem como alguns irmãos da região da Acaia, voluntariamente dispuseram-se os seus corações para um ajuntamento de coletas para os pobres da Judéia, região então solapada por uma grande fome.

Eles voluntariamente deram com alegria ainda que estivessem passando por provas e tribulações. Entrou aqui a ‘equação’ do amor de Deus: Riqueza de generosidade=abundância de alegria+graça de Deus concedida sob a profunda pobreza. Generosidade que no contexto neotestamentário, significa singeleza, liberalidade, a maneira de dar ‘sem calcular’, livres de motivos egoístas.

Contrapôe-se a todo ensino de barganhas, e formas “toma-lá-da-cá” presente em muitas comunidades e igrejas ditos evangélicas. A boa vontade no coração daqueles irmãos foi atuada pela profunda graça de Deus sem necessidades de coação e sentimento barganhoso.

Paulo fala que eles rogavam para participar da ‘graça da assistência aos santos’. Tudo de forma sóbria, equilibrada sem nenhuma neura de colocar os braços onde não podem abraçar…A graça é movida por Deus primeiramente ao coração do ofertante e este por sua vez de acordo com as suas posses e recursos torna-se hábil para abençoar a quem precisa. Não precisa de nenhuma ginástica espiritual e esforço exorbitante além da sua cabeça!
Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem.” 2 Cor 8.12

Ora esse zelo e solicitude de ofertar era algo tão bom e ao mesmo tempo contagiante ao ponto de estimular a muitos nessa prática. E a toda expressão de bem comum a todos era o oposto da irônica avareza que não tinha guarida ali. Coração generoso que se doa é o coração que se propôe a abençoar, posto que a sua oferta e semente é segundo aquilo que é proposto nele, e nessa abundância da graça, há fartura de Deus e ‘ampla suficiência’ em tudo. Não é quem te propôe e sim o que o teu coração decidiu movido pelo Amor maior de Deus…Tudo livre e solto, sem arranjos e ornamentos falaciosos dos cambistas da ‘fé’.

Pra encerrar, afirmo e repito: Conhecer a graça de Deus, é conhecer a superabundante graça de ofertar, assistir, semear com fartura e colher com abundância, porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus, visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos…

Um abraço e fiquem na Paz!

Mário Celso


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