Arquivo da categoria: Oração

A Oração Como Elo De Amor


“E isto peço em oração: que o vosso amor aumente mais e mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento, para que aproveis as coisas excelentes, a fim de que sejais sinceros, e sem ofensa até o dia de Cristo; cheios do fruto de justiça, que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus…”
Paulo aos Filipenses

Qual é a tônica da nossa oração? O que de fato está inserido em nossas vidas e fazemos isso um modo de ser-viver acompanhado das súplices de nossa alma?

Gostamos de dar nomes a uma série de coisas, principalmente no que tange ao mundo espiritual. “Oração forte”, “Orações no monte”, “espírito de oração” e muitas coisas semelhantes a essa.

No viver do apóstolo dos Gentios, oração não se cognominava. Ruminava-se, respirava-se. O maior dos intentos latentes de um coração que ora, é o coração que compartilha o bem espiritual do seu próximo.

Paulo não pediu por uma “manhã de avivamento” na vida dos cristãos de Filipos, não pediu para um “boom” de crescimento vertiginoso religioso…E nem pediu por uma ativação profética para os filipenses.

Não, Paulo pediu para que o AMOR-CONHECIMENTO-DISCERNIMENTO-EXCELÊNCIA fosse de fato a marca dos seus irmãos…

Que linda oração!!!! Onde estãos os líderes que oram de fato assim…Onde o Amor seja a base de todas as ações e reações dos cristãos?

Tudo isso tinha um próposito FINAL para Paulo: “…a fim de que sejais sinceros, e sem ofensa até o dia de Cristo; cheios do fruto de justiça, que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus…”

Pai Querido, que o meu coração ore sempre assim…Amém

Mário Celso, depois de um tempo sem escrever…

Anúncios

Casa De Quê!?

Por Mário Celso

Nos encontros entre cristãos não pode faltar a oração. Esse fato é inconteste. Porém a medida que se cresce os aparatos litúrgicos , como as muitas atrações e entretenimentos do templo, a oração vai se desvanecendo até morrer…Mata-se a compreensão do que seja o “sem cessar”. É claro que existem muitos mitos em torno da oração, como se a nossa oração só surtirá efeito se estivermos dentro de um contingente físico de um lugar-templo.


Em Jesus, o templo-referência só se concretiza com atitude de oração. “Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração…” Nessa Casa a oração é o elo de comunhão com o Criador. Nessa Casa até o nosso gemido deve está registrado com oração. Nessa Casa a quietude de alma e de coração também é uma oração. As palavras, pensamentos, meditações se constituem em oração. A reflexão e o arrazoamento de mentes respira-se com oração…Sem cessar, em atos de oração-amor que vão além das fisicalidades do templo, reverberando no nosso templo(corpo) em cada atitude ou rotinas da nossa vida.


Agora o que vejo é que no templo nada se discerne assim…O que vejo são shows, negócios e circos, que ajudam a entreter o povo e passar o tempo…E o tempo no templo passa. E o que se fala de orações mais se parece com treinos e ensaios…Resultado, ouve-se a rude palavra do Mestre…”Mas vós a tendes convertido em covil de ladrões…”






Esconderijo de(a) Graça!

“Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas…” Sl 17.5






É no recôndito da comunhão com Deus, que encontramos refúgio e proteção. Quando levantes de mortes, perseguição, opressão levantara-se contra o salmista, seu coração buscava refúgio…Há momentos duros do viver, que a nossa sede espiritual está vinculada ao esconderijo divino. Esconderijo sempre será o lugar de reencontro com Deus, de renovação de forças e prosseguimento na jornada.




É no esconder em Deus, que temos a paz no nosso crer. Por essa razão, Paulo afirma “ Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” (Col. 3.2,3). A minha vida escondida em Deus com Cristo, resultará na aquietação da alma, donde encontrará refúgio em tempos de crises.




Em vicissitudes do viver ao marcar a nossa trajetória, delineamos como “descobertos” dessa Graça-esconderijo. Parece que em momentos tão rudes, a nossa casa espiritual parece está descoberta. Queremos um lugar-refúgio para abrigar os nossos medos e fobias. Uma coisa temos que aprender com Davi, e ele tinha isso em mente ao dizer ” Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me-ás sobre uma rocha.” (Sl.27.5), nessa seguradora graça-esconderijo encontramos ROCHA. Lugar de firmeza, solidez e estabilidade.




As nossas adversidades só serão despedaçadas ao ser colidida com a ROCHA dos séculos. A principal Pedra de Esquina, Aquela que os edificadores rejeitaram…Essa estabilidade estará no tabernáculo da misericórdia divina, no esconderijo do seu pavilhão.




A outra afirmação de confiança e bem-aventurança de refúgio no secreto de Deus, é a confissão do coração ao mencionar “Tu os esconderás, no secreto da tua presença, das intrigas dos homens; na tua habitação ocultá-lo-ás das línguas acusadoras”(Sl 31.20)




O lugar de esconderijo, não é um lugar de covardia espiritual, não é uma atitude de um hermitão de alma, do qual se insurge de tudo e de todos num doente egoísmo existencial. Mas sim de equilíbrio e sobriedade, sabendo que em Deus está posto a sua confiança pelo qual declara ” Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento” (Sl 32.7).


Conhecendo este Deus acolhedor, protetor, e de doce refúgio, podemos fazer asseverações de alegria e fé sem nenhum fetiche salmonoventaumdólatra, mas na inteira certeza de um coração que se esconde em Deus. Pois desse coração brotará as mesmas palavras do salmista no Salmo 91- “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará…”



Descanse no Amor de Deus.



Mário Celso, sob a sombra do Altíssimo


Senhor, Ensina-nos a orar!

“Estava Jesus em certo lugar orando e, quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos.
Ao que ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino;
Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano;
E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos deixes entrar em tentação, [mas livra-nos do mal.]” Evangelho de Lucas


A cada instante da caminhada da nossa vida, ao sentirmos, percebermos, quer construindo ou desconstruindo pensamentos e ações, temos a tendência sempre de focar no mais-influente para se possível tornarmos seguidores afluentes de idéias que conveniamos ser útil para nós. O Mestre Jesus, em sua própria vida-ministério viveu a plenitude do “fazer-dizer” incorporando na vida dos seus discípulos a mesma disposição de caminhada de fé. Em toda a extensão de vida e ensino do verdadeiro Messias, baseava-se na concretização do seu falar em atos fundados em amor, seja na realização de milagres na ordem social, psíquica, física e espiritual, seja nos ensinos quer a escribas, doutores da Lei, ou até mesmo a uma simples mulher gentia.

A maior dádiva divina entre os homens estava no fato de que “todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça” (Jo. 1.16). Não há maior prazer em Deus ao ver no Seu Filho a sua Real Expressão, pelo simples fato de ensinar, conviver com homens faltosos o sentido pleno da graça em sua total harmonia entre os céus e a terra.

A graça de Deus hoje nos convoca a dinamizar esses ensinos proferidos pelo Rei dos reis, em nossa vida diária e reconhecermos o seu exato valor.
¨¨¨ ¨¨¨¨¨

O texto de Lucas nos indica que Jesus estava em certo lugar orando, convém salientar que Cristo tinha um lugar específico ou talvez não, Ele apenas se preocupa a ocupar o verdadeiro lugar, “topos” (palavra grega para lugar) da vontade do Pai. O lugar necessariamente não indica a nós a “brecha” correta de comunhão com Deus. Poderia ser no monte, um deserto ou num vale, ou até mesmo perto do geena (lixão de Jerusalém), mas o que vale pra Deus é a posição correta do coração em relação ao Trono da Graça.

O hábito salutar de Cristo ao estar orando ao Pai, é o que mais vemos em todos os evangelhos, até porque a comida dele era fazer a vontade Daquele que o enviou. As suas práticas devocionais de oração são pertinentes a seu modo de vida. O evangelista Marcos afirmava que Ele levantava-se muito cedo ainda escuro, e o lugar “um deserto” era sua catedral de súplicas e intercessões (Mc 1.35). Sempre de praxe procuramos um lugar confortável para fazermos nossas devocionais, é claro que não vamos sair por ai procurando o primeiro deserto árido para orar.

O deserto do qual Cristo estava imerso a Deus em oração, era antes de qualquer coisa o que Ele poderia sofrer mais tarde. Estaria de fato mesmo abandonado por seus melhores amigos na hora mais árida da Sua vida, porém o Pai jamais o abandonaria! Era essa a sua posição de oração a Deus, ao buscar Nele a graça, o poder Celeste. Ora não seria muita perda de tempo dele ao estar em oração já que Ele é Filho de Deus podendo a qualquer instante mudar todo o rumo da história? Porém o plano divino era a sua sede a qualquer custo, mesmo que custassem horas a fio em oração em pleno deserto de vida e ministério.

Marcos ainda afirma que despedindo o povo subiu ao monte para orar mesmo sendo fim de tarde já chegando à noite e “sozinho em terra” (Mc 6.46,47). Cristo acabara de realizar o milagre da multiplicação dos pães, ao ver um povo sedento, desfalecidos pelo falta de pastoreio e carente de ensino. Observamos a “compaixão” de Jesus que mesmo ouvindo os apelos dos discípulos para “despachar” o povo, até porque se torna cansativo quando não se tem nada para dar ao povo, pelo fato de não termos nada para oferecer e sim muito para sugar, explorar, fazer dele uma projeção do nosso ministério, e ainda arrogamos que fomos chamados por Deus a fazer tal coisa.

Com Cristo, porém é diferente, os anseios mais profundos tanto da alma como do estômago, são percebidos pela compaixão divina. A sua resposta foi “Dai-lhes vós de comer” e a materialização da benevolência de Deus “E todos comeram e se fartaram”. O que isso implica a nós? Bem o texto continua dizendo “Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. E, tendo-a despedido, foi ao monte para orar”. Poderia acontecer ali uma tremenda “carreata” do povo ao proclamá-lo Rei, o Messias, a fim de aumentar ainda mais a sua popularidade, pois qual o problema ter uma “famazinha” até mesmo pra dá aquela “forçinha” no ego? Muitas. Porém a sua atitude foi despedir toda aquela força humana que o impulsionava a mexer nos brios dos tiranos da época. É necessário às vezes despedir de multidões que nos arrimam a viver uma vida independente de Deus.

E quão terrível é ser levado no andor das multidões que glorificam os nossos dons, talentos e cairmos no apelo do diabo de nos desligarmos da Videira Verdadeira, e produzir por nós mesmos frutos da nossa auto-justificação e arrogante piedade!
A comunhão de Cristo trouxe à vida dos discípulos um novo modo de encarar a oração. Voltando ao texto de Lucas, vemos que após a ação de orar de Cristo, os seus seguidores ficaram compelidos a beber também dessa fonte não da forma que os rabinos e mestres da Lei faziam, mecanizada, fria e sem vida. Porém ao verem eles o Filho de Deus chamar o Deus de Israel de PAI, havia sim algo diferente e que os seus discípulos queriam aprender. Eles clamam “Senhor, ensina-nos a orar”.

A primeira ação de orar visa em simplesmente em orar! É orando que aprendemos a ter a comunhão filial-Paterna e obter de Deus a Sua Graça. É a busca da instrução da verdadeira adoração, não existindo nenhuma fórmula, segredo, composto por homens de fajuta fé que transtornam mentes e corações a seguirem rituais, puramente produzidos por doutrinas humanas. Quer ter uma vida de “intimidade” com Deus? Clame “Senhor, ensina-me a orar”.

Mário Celso, aprendendo com o Mestre


Amor confiante, oração atendida

E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, Ele nos ouve. E se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido” I Jo 5.14,15

Umas das mais belas descrição joanina, para os crentes esperançosos! Digo esperançoso. Afinal a tônica da carta de João, além de enfatizar o Amor Verdadeiro, valida também a esperança. Resultando numa confiança. A esperança em Deus é alimentada pelo amor que temos a Deus e em Deus, de forma, por essa esperança procura me tornar como Ele. E quando me purifico para esperança proposta a mim de que um dia O verei como Ele é, o meu coração novo nascido, testificará a minha certeza de que Jesus é o Filho de Deus e redundará em amor aos filhos de Deus. Quando leio a carta de João, sempre me vem a mente um modo “sistêmico” de relacionalidade entre Deus-Eu-o próximo.

Nessa relação de amor e entrega voluntária, gerará uma confiança. E é dessa confiança do qual o apóstolo fala. É na oração confiante no amor cuidadoso do Pai, temos a certeza de sermos atendidos. Agora uma condição: segundo a sua vontade- Bem, essa não é uma boa idéia para alguns, visto que as aspirações, quase que absoluta são de natureza egocêntrica, carnal, luxuriosa. De onde vem a resposta “Não” de Deus, conforme disse Tiago, simplesmente para gastarmos nos nossos deleites e prazeres.

Ora, isso é simples, quando o meu coração está carregado de temor, amor, rendição, submissão ao Pai, a resposta só poderá ser “Sim”. No verso seguinte se diz que se teu irmão pecar, você deve interceder por ele, e Deus o ouvirá. Uma das respostas das nossas orações é a re-edificação do irmão caído. Para esse tipo de oração a resposta de Deus sempre será SIM.

Deus se interessa por essa oração. Baseado nela você pode sempre orar.

Em outros aspectos, não tenha medo de pedir a Deus. Cristo foi relutante em dizer que a perserverança faz parte do “script” da oração do filho de Deus. Leia Lucas 18.

Deus se alegra em nos atender, desde que em conformidade com a Sua vontade. Então cai por terra aqui todas aquelas famigeradas expressões de decreto e determinações. Não determinamos nada. Deus determina e decreta. A soberana vontade Dele é mais alta do que minhas meras palavras.

Lendo esse texto, ecoa a palavra do Mestre, “pedi, buscai,batei”. A afirmação segura de um coração insistente em produzir a Vontade de Deus na vida.

Medite nisso!!!

Mário Celso, crendo poderosamente em Deus para responder as nossas orações

Teresina, 23 de Setembro de 2009


%d blogueiros gostam disto: