Arquivo da categoria: Perdão e Graça

A Oração Como Elo De Amor


“E isto peço em oração: que o vosso amor aumente mais e mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento, para que aproveis as coisas excelentes, a fim de que sejais sinceros, e sem ofensa até o dia de Cristo; cheios do fruto de justiça, que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus…”
Paulo aos Filipenses

Qual é a tônica da nossa oração? O que de fato está inserido em nossas vidas e fazemos isso um modo de ser-viver acompanhado das súplices de nossa alma?

Gostamos de dar nomes a uma série de coisas, principalmente no que tange ao mundo espiritual. “Oração forte”, “Orações no monte”, “espírito de oração” e muitas coisas semelhantes a essa.

No viver do apóstolo dos Gentios, oração não se cognominava. Ruminava-se, respirava-se. O maior dos intentos latentes de um coração que ora, é o coração que compartilha o bem espiritual do seu próximo.

Paulo não pediu por uma “manhã de avivamento” na vida dos cristãos de Filipos, não pediu para um “boom” de crescimento vertiginoso religioso…E nem pediu por uma ativação profética para os filipenses.

Não, Paulo pediu para que o AMOR-CONHECIMENTO-DISCERNIMENTO-EXCELÊNCIA fosse de fato a marca dos seus irmãos…

Que linda oração!!!! Onde estãos os líderes que oram de fato assim…Onde o Amor seja a base de todas as ações e reações dos cristãos?

Tudo isso tinha um próposito FINAL para Paulo: “…a fim de que sejais sinceros, e sem ofensa até o dia de Cristo; cheios do fruto de justiça, que vem por meio de Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus…”

Pai Querido, que o meu coração ore sempre assim…Amém

Mário Celso, depois de um tempo sem escrever…

Anúncios

Terríveis Dias De Esperança

Por Mário Celso

Certamente vêm os dias”, diz o SENHOR, “em que mudarei a sorte do meu povo, Israel e
Judá, e os farei retornar à terra que dei aos seus antepassados, e eles a possuirão”, declara o SENHOR…Como será terrível aquele dia! Sem comparação! Será tempo de angústia para Jacó;
mas ele será salvo. (Jeremias 30.3,7)


O profeta da Calamidade se torna o profeta da Esperança. Essa é a paradoxal mensagem de Jeremias. A restauração de Israel se dará pela manifestação de Juízo, Justiça e Misericórdia divina. Esse misto de Graça e Espada se encontra na seção, conhecida como o “Livro da Consolação” (30.1-33.26).
Essa esperança cresce num ambiente de caos, destruição e ruína, ao ponto de descrever em um tom poético e ao mesmo tempo nebuloso…“Pode um homem dar a luz?”Por que vejo, então, todos os homens com as mãos no estômago, como uma mulher em trabalho de parto? Por que estão pálidos todos os rostos? . Os gritos de pânicos se harmonizavam com os ecos de guerra e pavor.
As palavras de ânimo, vigor e esperança traria um sentido novo à vida de Judá. Nos turbilhões de gritos, pavores, correntes, jugos, ferimentos, juízos e espadas a Graça remidora de Deus transborda em cada palavra do profeta. “mudarei a sorte do meu povo”, “quebrarei o jugo do seu pescoço”, “arrebentarei as suas correntes”, “farei retornar à terra e a possuirão”, “servirão ao SENHOR, ao seu Deus”, “por isso não temas”, “Não fique assustado”, “eu o salvarei”, “Jacó voltará e ficará em paz e em segurança, ninguém o inquietará”, “açoes de graças e regozijo se ouvirá”, “seus filhos e a sua comunidade serão firmados diante de mim”, “de novo plantarás vinhas e as colherão”, “o meu povo será saciado pela minha bondade”…
Vemos a expressão magna da graça e do perdão do Deus que é rico em amor. Mesmo que a consciência coletiva de pecados e iniquidades avolumava-se, mesmo sabendo que “o ferimento é grave”, e “não há quem defenda a sua causa e nem há remédio( mediação humana) para a cicatrização de suas feridas”, ainda que ” grande é a sua iniquidade e numerosos são os seus pecados”, com a presença constrangedora de devoradores, de esquecidos amantes e o golpe infalível de seus adversários…O tempo de angústia de Jacó estava dando abertura para a ESPERANÇA DE ISRAEL…
Só se conhece a graça,o perdão e o favor quando a espada se arraiga em nossas almas…Quando a espada de frustações, de pecados, de culpa penetra até à medula de nossas estruturas espirituais, é aí que se valerá e conhecerá de fato o Deus de amor. “Assim diz o SENHOR: “O povo que escapou da morte achou favor no deserto”.Quando Israel buscava descanso, o SENHOR lhe apareceu no passado,dizendo: “Eu a amei com amor eterno;com amor leal a atrai. “

A volta de Israel à sua terra, é a marca da plenitude salvadora de Deus, que pune, disciplina, corrige, porém recebe dele a palavra “mas a ti não destruirei completamente” (v.11). Conquanto que com tristeza cativos foram à uma terra distante, a Esperança dá a luz a alegria e regozijo.
Vejam, eu os trarei da terra do norte e os reunirei dos confins da terra. Entre eles estarão o cego e o aleijado, mulheres grávidas e em trabalho de parto; uma grande multidão voltará. Voltarão com choro, mas eu os conduzirei em meio a consolações. Eu os conduzirei às correntes de água por um caminho plano, onde não tropeçarão, porque sou pai para Israel e Efraim é o meu filho mais velho. ” (Jer. 31.8,9)

Tudo isso porque a boca profética de anúncio de caos e guerras, é a mesma que proclama a Esperança aos corações…A Esperança renasce nesse caldo de conflitos…Portanto para todos os povos cujo Deus é o SENHOR, mesmo que o caos esteja estabelecido, ainda assim ouvirás “Por isso há esperança para o seu futuro”, declara o SENHOR.” (Jer. 31.17)

Em Esperança,

Mário Celso

16 Anos Caminhando Com Cristo

No dia 22 de Maio de 1994, fui surpreendido pelo doce convite de Cristo
Em meio aos dilemas na minha adolescente mente
o chamado à Graça foi irresistível.
O seu amor alcançou-me…
Nenhum mérito existia em minha vida
Pra receber a tão grande Salvação
A um pecador…

Ó Cristo, Como Tu és Bom
Que a minha vida seja a Tua plena Vida em mim!
Não tenho palavras pra expressar o teu sublime amor.



Com gratidão no Coração,
Mário Celso


A Graça Como Privilégio De Dar


Os capítulos 8 e 9 da segunda carta de Paulo aos coríntios, pode ser descrita como a seção da generosidade e liberalidade cristã. Nela contêm princípios que norteiam a vida dos ofertantes como também dos não-ofertantes. Dos que já operam na graciosidade do ofertar serve como bálsamo e consolo, para aos do fora do ‘time’ da graça generosa, valerá como estímulo e direção.

Paulo começa dizendo que a base de toda motivação do ofertante está na ‘graça de Deus’. A graça é a fonte para abrir meu coração e ajudar aos necessitados. Por que? Devido o amor sacrificial dadivoso do Deus generoso que não mediu esforços para enviar o seu Amado Filho para receber dele toda graça da salvação. Partindo dessa graça, terei então a graça para de graça ofertar o meu melhor ao meu semelhante!

Em um contexto histórico vigente na época dessa escrita, alguns macedônios bem como alguns irmãos da região da Acaia, voluntariamente dispuseram-se os seus corações para um ajuntamento de coletas para os pobres da Judéia, região então solapada por uma grande fome.

Eles voluntariamente deram com alegria ainda que estivessem passando por provas e tribulações. Entrou aqui a ‘equação’ do amor de Deus: Riqueza de generosidade=abundância de alegria+graça de Deus concedida sob a profunda pobreza. Generosidade que no contexto neotestamentário, significa singeleza, liberalidade, a maneira de dar ‘sem calcular’, livres de motivos egoístas.

Contrapôe-se a todo ensino de barganhas, e formas “toma-lá-da-cá” presente em muitas comunidades e igrejas ditos evangélicas. A boa vontade no coração daqueles irmãos foi atuada pela profunda graça de Deus sem necessidades de coação e sentimento barganhoso.

Paulo fala que eles rogavam para participar da ‘graça da assistência aos santos’. Tudo de forma sóbria, equilibrada sem nenhuma neura de colocar os braços onde não podem abraçar…A graça é movida por Deus primeiramente ao coração do ofertante e este por sua vez de acordo com as suas posses e recursos torna-se hábil para abençoar a quem precisa. Não precisa de nenhuma ginástica espiritual e esforço exorbitante além da sua cabeça!
Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem.” 2 Cor 8.12

Ora esse zelo e solicitude de ofertar era algo tão bom e ao mesmo tempo contagiante ao ponto de estimular a muitos nessa prática. E a toda expressão de bem comum a todos era o oposto da irônica avareza que não tinha guarida ali. Coração generoso que se doa é o coração que se propôe a abençoar, posto que a sua oferta e semente é segundo aquilo que é proposto nele, e nessa abundância da graça, há fartura de Deus e ‘ampla suficiência’ em tudo. Não é quem te propôe e sim o que o teu coração decidiu movido pelo Amor maior de Deus…Tudo livre e solto, sem arranjos e ornamentos falaciosos dos cambistas da ‘fé’.

Pra encerrar, afirmo e repito: Conhecer a graça de Deus, é conhecer a superabundante graça de ofertar, assistir, semear com fartura e colher com abundância, porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus, visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos…

Um abraço e fiquem na Paz!

Mário Celso


Um Desagradável Casamento E O Paradoxo Divino


O olhar meticuloso, pudico e de santimônia do livro de Oséias, faz-se um dos livros da Bíblia mais incompreendido no meio cristão. Esse negócio de ser profeta de Deus e ter a incumbência amorosa de “dor de cotovelo” com fins de simbologia profética, não é nada agradável para alguns “profetas” da atualidade.

Deus não trabalha numa linha moralista de pensamento humano…A sua desvinculação divina para com regras morais humanas e do politicamente correto se faz em nível superior de pensamento que não caberá na mente liberalista e nem tampouco na legalista.
Deus como ADONAI, Soberano pela Sua magnitude Graça e Vontade se achega a um homem e a princípio o declara a sua paradoxal e simbólica mensagem Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR. Os mais afinados pela estética religiosa, folheia rapidamente essa página da Bíblia, na vã arrogante santidade declarando-se mais santo que Oséias.
A proclamação da mensagem divina incorpora-se na vida de Oséias numa afetividade psico-orgânica de natureza real e carnal…Oséias toma uma prostituta, aninha-se aos seus sentimentos fugidios, que ora estava em seus braços, ora em outros, sentindo assim na “pele” o SENTIMENTO DIVINO DE CIÚME, ZELO, DOR,TRAIÇÃO pelo qual o povo adúltero de Israel o propusera viver.
Desse desagradável casamento surgem três filhos, cada um com uma designação nominal da perspectiva divina para com a casa de Israel. O primeiro filho JEZREEL, Deus espalha, na aplicabilidade do juízo divino sobre a casa do então rei Jeroboão II da dinastia de Jeú. A segunda filha nasce e eis o nome LO-RUAMA, não amada, a significação dura para aquela nação era que não mais tornarei a favorecer a casa de Israel, para lhe perdoar, em outras palavras o amor não será mais a base do perdão para com os adúlteros de Israel. Porém aqui entra o PARADOXO divino no remanescente corações que não se prostituíram ante os detestáveis ídolos…O Porém de Deus fala Porém da casa de Judá me compadecerei e os salvarei pelo SENHOR, seu Deus, pois não os salvarei pelo arco, nem pela espada, nem pela guerra, nem pelos cavalos, nem pelos cavaleiros. Que linda aparente contradição divina…Um Deus que fere e sara, tem a justiça necessária para aplicação do Seu Juízo, mas também na transmissão e doação de Sua graça e do Seu amor!
O terceiro filho, LO-AMI(não meu povo) soa forte aos ouvidos dos judeus…Além do desfavorecimento divino eles contaria a ser uma nação que não seria nação, posto que do Senhor eles ouviriam a agrura sentença porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus. Ops! Surge em meio a tudo isso uma promessa que vai além do imediatismo judeu, mas que tem aplicação inclusive para a vida da Igreja…Todavia, o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que se não pode medir, nem contar; e acontecerá que, no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo. Paulo usou essa passagem na afirmação da soberana escolha de Deus aos gentios (Rm 9.26). Pedro também em sua carta já fazia a sua lição Vétero-Testamentária (I Ped.2.10)

Enfim, essa é a paradoxal graça divina.
Com amor, sem a busca paranóica do entender os desígnios de Deus mas apenas o conhecendo pela fé,
Mário Celso

A Secura Tem Cura!


A mulher samaritana pra mim é uma das figuras bíblicas do Novo Testamento de maior testemunho do Evangelho. Pois dela é que tiramos a lição, o exercício, nas aplicações de nossa vida.

Geralmente quando pregamos ou ensinamos com base no texto de João 4, o aplicamos para as pessoas que ainda não conhecem a Deus.Porém, quando mais lemos e aprofundamos no texto, vemos prática e vivência para os “experimentados” na vida cristã.

É claro, que a nossa sede de uma vez por todas foi saciada, posto que em conhecendo o dom de Deus e a Sua graça infinita, em nós sede espiritual não existirá mais…Eu não entendo como algumas pessoas querem ter experiências de “overdose” com Deus, donde se afirma que a sua sede não se acaba, precisando sempre de mais e mais para receber de Deus todo o Seu bem. Não entendo isso, pois Cristo afirma que “aquele que beber da água que eu lhe der, nunca terá sede…” A minha sede no que diz respeito a salvação foi saciada para sempre.

O que se objetiva na vida cristã não é a busca da água viva…A água viva, brotando de Deus através do seu Dom inefável, se faz fonte em meu viver…Isso é muito profundo, vai além de qualquer análise e ciência. Os que estão em Cristo pela sua graça, possui fonte inesgotável, não uma que jorra as sujidades do atos meritórios, e nem as benfazejas segurança da terrena e “próspera” vida, mas sim uma fonte que jorra para a vida eterna, conforme disse o Mestre.

A minha sede espiritual foi liquidada na cruz do calvário…A água que jorra em mim anseia por vida e vida eterna…E dessa vida já posso bebê-la aqui, a eternidade com todas as suas matizes infindas já posso desfrutar. Alguns acreditam que a vida eterna, só gozarão na partida dessa vida ou na parousia, vinda do Mestre. Não! Eternidade já posso beber dela aqui, a água viva que em mim está, jorra, na fluidal corrente de vida abundante com Cristo. Lembro de umas das músicas cristãs, que não se toca e nem se ouve mais hoje, mais uma parte da letra dizia bem isso..”Com Cristo aqui na terra é Céu pra mim…”

A minha secura tem cura, a minha sede morreu…

Com amor,

Mário Celso


A Multidão Das Tuas Misericórdias


Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões”. Sl 51


Talvez esse seja o salmo mais conhecido entre os cristãos, pelo teor do pecado humano e da superabundante Graça perdoadora de Deus. O salmo de autoria de Davi, transcorre o que passou na sua alma…Ante o pecado e diante de Deus.
O reconhecimento da sua iniquidade gerava em Davi um coração disposto a oferecer a “cara” pra bater…O primeiro passo a ser perdoado é reconhecer conscientemente o seu erro e expô-lo a Deus. Pois se expressa ” Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar”. Ele diz “contra ti”, de sorte que todo pecado é afronta a Deus. O pecado sempre afrontará à Verdade.

Ante o pecado, o salmista se via sujo (lava-me), somatizando-se na carne (os ossos que esmagaste), surdo pela infelicidade (faze-me ouvir júbilo e alegria), espírito e coração abaláveis( pela hediondez da maldade íntima e escondida), inconstância e degradação (sustenta-me com um espírito voluntário), perda considerável da eterna alegria ( restitui-me a alegria da tua salvação), apático pelo silêncio ( Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores ), camufladamente formal e religioso ( Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos).

Diante de Deus, só restava um pecador arrependido que apela para a riqueza da misericórdia divina, no qual diz “compadece-te de mim”. O que dizer diante de Deus? É somente afirmar “… de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar…” Era o que salmista fez, dando sempre razão a Deus, pois esse é o sentido, a direção. Se somos sentenciados diante dele em razão dos nossos pecados, a nossa Única e Eterna opção é o aplacamento de sua ira, mediante a Propiciação do Cordeiro imolado antes da fundação do mundo.

A nossa injustiça causada pelo pecado é desfeita pela justificação do Filho de Deus…O “sê propício” somente é concretizado pela retirada da mancha do pecado em nossas vidas. ” Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro” I Jo 2.1

Daqui temos a “multidão das Suas misericórdias” nos assistindo e intercendendo-nos!

Não importa os teus muitos pecados…A multidão das misericórdias de Cristo prevalecerá…

Eu quero estar “perdido” sempre em meio essa MULTIDÃO!

Com Amor,

Mário Celso

%d blogueiros gostam disto: